sexta-feira, 30 de abril de 2010

Queiroz: ‘Nossa final é o primeiro jogo’

Técnico de Portugal destaca importância da estreia contra Costa do Marfim
GLOBOESPORTE.COM Lisboa
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Carlos Queiroz crê em série de fatores que possa funcionar como motivação para Portugal

Classificado ao Mundial somente na repescagem das eliminatórias europeias, a seleção de Portugal não teve sorte e caiu em uma chave ao lado de Brasil e Costa do Marfim, além da Coreia do Norte. O técnico Carlos Queiroz sabe da qualidade dos adversários e, não à toa, já elegeu sua final para avançar às oitavas de final: o duelo contra os marfinenses, na estreia, dia 15 de junho, às 11h (de Brasília), em Port Elizabeth. Sem deixar a confiança de lado.

– Portugal é favorito para ganhar cada um dos jogos que disputar na Copa. Mas os grandes candidatos a estarem nas semifinais são equipes como o Brasil, Argentina, Itália, Espanha, Alemanha ou Inglaterra. Para já, a nossa final é o primeiro jogo – disse, em entrevista ao site da Federação Portuguesa de Futebol.

Queiroz analisou o Grupo G e reconheceu que terá dificuldades.

– O Brasil lidera o ranking da Fifa, é o país com mais títulos em Mundiais e é um dos grandes favoritos a reconquistar o troféu. A Costa do Marfim é tida como a equipe mais forte de África e aquela que poderá ir mais longe na competição. Como Portugal também tem reconhecidas ambições, há um time que não vai chegar à fase eliminatória com alguma surpresa. Isto sem esquecer a Coreia do Norte, que tem do seu lado a vantagem do certo desconhecimento que rodeia a sua seleção, além do fato de estar preparando-se de forma intensa para o Mundial, com um estágio que se iniciou em janeiro – contou.

O treinador também elogiou a terceira colocação conquistada pela seleção portuguesa no ranking da Fifa.

– Numa altura em que as dificuldades econômicas e sociais pelas quais o país atravessa estão em ordem, o fato de a seleção nacional estar em terceiro lugar e estar se preparando para a participação numa competição com a grandeza do Mundial pode funcionar como um estímulo e um capital importante de auto-estima para os portugueses. O futebol português, através dos seus clubes, jogadores e, claro, das selecções, tem dito ao mundo que Portugal pode estar entre os melhores – afirmou.


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