O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) disse que "possivelmente" decretará estado de emergência. "O estado de emergência é necessário pela quantidade de cidades afetadas", disse Cabral, ao esclarecer que, além da capital, onde a situação é caótica desde a noite de ontem, várias outras cidades do estado foram afetadas pela forte chuva. Segundo o governador, as chuvas também provocaram deslizamentos de terra e inundações em cidades como São Gonçalo, Niterói e Itaboraí e em municípios da Baixada Fluminense. O temporal também afetou cidades da Região dos Lagos, no litoral norte do estado, entre elas Cabo Frio e Arraial do Cabo.
Na cidade do Rio, pelo menos 20 pessoas ficaram feridas, segundo o subsecretário da Defesa Civil, coronel Sérgio Simões. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, pediu à população que não saia de casa.
Segundo Cabral, é importante manter as vias públicas livres para o trabalho da Defesa Civil e de outros órgãos que atuam no resgate de pessoas atingidas. Ao contrário do que estava previsto, ele não vai acompanhar o presidente em reunião que acontecerá ainda pela manhã na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governador disse que continuará em contato com as autoridades estaduais responsáveis pelo atendimento das famílias atingidas.
Diante da forte chuva, as aulas nas escolas estaduais e municipais do Rio foram suspensas. A prefeitura também solicitou que as escolas particulares liberem seus alunos. Várias universidades determinaram a suspensão das aulas no dia de hoje por causa das chuvas.

As mortes na capital ocorreram em deslizamentos de terra nos morros do Borel, Turano e Macacos, todos na zona norte da cidade. De acordo com a Defesa Civil, entre as vítimas estão um bebê de 5 meses e um criança de 9 anos. Outras cinco pessoas ficaram feridas em desabamentos e cinco estão desaparecidas.
Em Niterói, cinco pessoas estão desaparecidas após soterramento de quatro casas. De acordo com informações da Defesa Civil, um morro desabou sobre as quatro casas.
A Light, companhia de energia elétrica do Rio de Janeiro, solicita às pessoas que evitem o uso de elevadores e utilizem as escadas, por causa das constantes quedas de energia
A chuva está sendo considerada a mais forte dos últimos 30 anos na cidade. "A situação é crítica. São vias muito alagadas e paradas. A orientação para as pessoas é que não saiam de casa e evitem deslocamentos", disse por telefone o prefeito Eduardo Paes (PMDB).
A Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul, transbordou e inundou as pistas em seu entorno. A Praça da Bandeira alagou logo no início do temporal e cobriu diversos carros que estavam no local ou que tentavam cruzar a região.
A rua Jardim Botânico, na zona sul, e vias adjacentes também estavam totalmente alagadas.

Equipes de apoio e resgate da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros encontravam dificuldades para chegar a locais de maior risco. Havia várias informações de deslizamentos de terra em toda a capital fluminense.
O temporal derrubou árvores e comprometeu o abastecimento de energia em vários pontos da cidade. Não há previsão de normalização no fornecimento em alguns bairros.
O Tribunal de Justiça do Estado também cancelou todas as audiências marcadas para os fóruns da cidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou a visita que faria ao Complexo do Alemão, onde inauguraria obras do Programa de Aceleração do Crescimento na comunidade.
Para informações, o número da Defesa Civil é 199.
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